Escrever cura as feridas da alma

escrever

Eu escrevo para curar-me.

Foi difícil aceitar essa verdade, mas eu já sei disso desde que tinha 11 ou 12 anos de idade e escrevia  lindos e coloridos diários. Fazia de agendas, páginas de colagens e espaço de escrita. Em palavras, retratava meus sentimentos , minhas alegrias, minhas descobertas, meus medos e minhas dores. O papel era o meu melhor amigo, meu ouvinte confidente.

Usava canetas coloridas para fazer das palavras e dos recortes de revista uma peça de arte. Criava pequenas obras diariamente, sem saber que estava fazendo aquilo por mim, pra mim. Estava escrevendo e criando para colocar no mundo o que sentia. E o papel era meu mundo, um mundo aberto com coração e ouvidos atentos ao meu discurso, à minha fala, aos meus sentimentos.

Cresci, amadureci e continuei escrevendo (menos do que gostaria e acerca de assuntos que vinham da mente racional e não do coração).

Por alguns anos, esqueci que escrever aquilo que vinha da alma e não o que era gerado no intelecto me dava paz, me trazia tranquilidade, me colocava de volta nos eixos. Deixei adormecida aquela terapia profunda, aquele talento natural, aquilo que me fazia sentir-me viva, me fazia crer  que minha voz podia ecoar mais alto e mais distante do que eu poderia imaginar.

Há uns 3 anos, quando mergulhei fundo em um processo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, voltei a usar minha torta maneira de desenhar letras para traduzir sonhos, alegrias e angústias. Voltei a colocar minha escrita “gauche” no papel. Há menos tempo ainda, quando decidi colocar meu blog (www.abuscadoequilibrio.com) no ar, fiz a acertada escolha de compartilhar com o mundo minha essa minha jornada em busca de uma vida com mais propósito, mais autenticidade e verdade, uma vida em que viver com mais equilíbrio entre corpo, mente e espírito não é utopia, é realidade.

Sou uma buscadora de mim, sou uma buscadora dos outros, daquilo que está fora e que possivelmente também está dentro. Busco conhecer para crescer: conhecer gente, conhecer países, conhecer culturas, conhecer línguas, conhecer diferentes formas de pensar e agir. Busco conhecer tudo isso, quiçá, para conhecer-me a mim. E, ao colocar isso no papel, procuro um espaço que me escute, que me aceite e que esteja inteiramente aberto a acolher minhas vivências, minhas ideias e meus sentimentos. O papel não julga, ele só aceita. Ele recebe aquilo que ali colocamos com inteireza e com amor. O papel é amigo fiel, pra todas as horas.   Sou muito grata por poder ser recebida inteiramente. Escrever é um ato terapêutico,  de autoconhecimento e, ao mesmo tempo, de amadurecimento. Escrever me faz encontrar as respostas que estão dentro de mim.  Escrever me cura.

Como preciso sempre me curar, a fim de continuar buscando e  crescendo, decidi que vou seguir escrevendo. Meu destino é minha jornada, meu presente, minha escrita. Sou, vivo, escrevo, mudo, cresço e continuo caminhando. As palavras são, ao mesmo tempo, quem fui, quem sou e aquela em quem estou me transformando. As palavras são a voz do meu espírito.

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Lara Lobo

Sou, assim como vocês, uma buscadora! Curiosa, viajante, fotógrafa amadora e praticante de tudo o que traz equilíbrio à vida. Escritora por terapia, comunicadora por vocação, estudiosa por paixão. Engajada em conhecer-me cada vez mais e, assim, poder ajudar cada vez mais pessoas a também se conhecerem. Alguém que anseia partilhar caminhos, reflexões, jornadas e hábitos que conduzam a uma vida mais equilibrada. Diplomata e professora de Yoga por amor.

  • Nancy

    Sábias palavras, amiga!!!! Sempre ouvi essa sugestão na minha terapia e nas minhas formações espirituais, escrever sobre mim, sobre o que vivo! Mas ainda não consegui me disciplinar muito nisso! E como preciso disso no meu processo de cura! Obrigada por sua iniciativa tão inspiradora! 😍😍😍

  • Pamela

    Belíssimo texto! Escrever pra mim também significa me reencontrar. Me identifiquei bastante. Seu trabalho no blog está lindo! Parabéns!

  • Oi Lara, te sigo há algum tempo. Me identifiquei com seu texto. Eu também amo escrever, sinto essa necessidade. Criei um blog sobre organização, mas sabe, sinto que não são sobre assuntos pré estudados que quero escrever… também tenho essa alma sedenta por se expressar… mas não sei como ! Busco esse equílibrio entre a mulher que eu sou e a que eu gostaria de ser. A que me tornei e a que busco me tornar.. Não sei ainda como iniciar essa busca de mim mesma… obrigada por suas palavras. Beijos grandes.

  • Perfeito Lara! Continue sempre escre vendo. Adoro seus textos!

  • Carol Luna

    Que lindo Lara! Deu vontade de abrir um caderno e começar a escrever agora mesmo. Eu bem que sei o quanto escrever cura. Também já sai de uma situação indesejada através da escrita. Foi libertador! E você me fez lembrar o quanto isso é bom pra gente. Tô precisando voltar, e vai ser agora! Obrigada amiga por dividir com a gente tanta coisa boa. Bjinhosss

  • Oi, Lara!
    Tudo bem?

    Meu amigo Fernando Rui indicou seu site.
    Gostei bastante numa primeira navegada 🙂

    Espero que possamos manter contato.

    Sou (quase) cirurgião-dentista e, ao longo de toda a faculdade, acho que só “sobrevivi” porque estive o tempo todo em busca de crescimento e desenvolvimento pessoal.

    No meu blog, compartilho coisas que me ajudaram a fazer a vida funcionar bem durante este período. Se quiser, dá uma passada lá também. Acho que vai gostar!

    Depois, podemos trocar figurinhas e dicas/ideias a respeito do tema. O que acha?

    Abraços!

    • Lara Lobo

      Querido Matheus! Que alegria ler sua mensagem! E que bom que estamos juntos neste caminho de autodescobertas e de desenvolvimento pessoal. É claro que podemos trocar ideias!
      Um forte abraço!

      • Olá, Lara!
        Tudo bem?

        Bacana demais! Posso te entrevistar?

        Gostaria de conhecer mais histórias de pessoas que estão nesta jornada de autoconhecimento. Mês que vem, publicarei o bate-papo que tive com o Fernando Rui. Se topar, vamos marcar para o próximo! 🙂

        Abraços e um próspero ano novo ;D