O medo nos impede de viver plenamente

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O medo, do latim metus, é uma emoção primária, inata a todos os seres humanos e a muitos animais;  relacionada a uma percepção de perigo presente ou futuro, real ou imaginado; é o receio ou apreensão de que aconteça algo contrário ao desejado. Mais que real, o medo é uma construção imaginada, é uma percepção da realidade.
O medo provoca mudanças hormonais e desperta o estado de alerta. Por que será, então, que, em vez de usar a adrenalina e o cortisol para agir, nos sentimos paralisados?

Muitas vezes, nos bloqueamos e preferimos não seguir, por temer as consequências de nossas ações. E isso se dá, justamente, por vislumbrarmos, majoritariamente, um cenário negativo.

Neale Donald Walsch afirmou que: “temos medo de sermos responsáveis por tudo o que estamos criando”. Hum…,  parece que as coisas começam a fazer sentido:  nos deparamos com uma situação nova; imaginamos um cenário e tememos não lograr os resultados idealizados.  Criamos, assim, uma aversão a possíveis consequências negativas.

Mas, e se começássemos a nos educar a prever sempre cenários positivos para as consequências de nossos atos? A regra seria, então, fazer com amor, escutar a intuição e acreditar nos resultados positivos que sucederão.

Esse exercício proposto (pra mim, inclusive) nada mais é, então, do que o de transformar o medo em amor, pois é o amor mesmo o sentimento antagônico ao medo.

O primeiro passo poderia ser: identificar o que nos faz sentir medo. Qual a sua causa fundamental?  Nós só sentimos medo, pois acreditamos ser necessário que uma realidade “x” ou “y” se cumpra em nossas vidas.

Só sentimos medo, portanto, daquilo que realmente tem valor para nós.

Tenho outra proposta:  e se decidíssemos simplesmente reconhecer e aceitar que este sentimento está presente, e agir assim mesmo? Se aceitássemos que o medo é só uma aventura, e que, ao atestar a sua existência, podemos ser mais fortes e mais corajosos?

Para agirmos assim, precisamos conhecer-nos a fundo; analisar nossa história de vida, nossos traumas e frustrações. Precisamos abrir-nos ao novo.

Quanto mais nos permitirmos viver novas experiências, mais à vontade e seguros nos sentiremos diante do desconhecido (justamente aquilo que nos gera o medo).

Arrisquemo-nos.

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Lara Lobo

Sou, assim como vocês, uma buscadora! Curiosa, viajante, fotógrafa amadora e praticante de tudo o que traz equilíbrio à vida. Escritora por terapia, comunicadora por vocação, estudiosa por paixão. Engajada em conhecer-me cada vez mais e, assim, poder ajudar cada vez mais pessoas a também se conhecerem. Alguém que anseia partilhar caminhos, reflexões, jornadas e hábitos que conduzam a uma vida mais equilibrada. Diplomata e professora de Yoga por amor.

  • Bem pontuado o amor contrapondo-se ao medo! Quando o medo ultrapassa o limite de sua função protetora, tornando -se paralisante, somente o amor pode removê-lo. “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” 1 João 4:18

    • Lara Lobo

      Que linda a passagem Taiani! É isso mesmo que está escrito também no livro de João. Quando acreditamos verdadeiramente no amor, não há espaço para o medo paralizante. Um beijo com muito carinho, Lara

  • Debbie

    Grandes ideias ! Pensando assim ficou mais fácil ! Obrigada

    • Lara Lobo

      Debbie, que bom que o texto te deu alguma luz. Eu o escrevi quando me dei conta de que o medo de mudar estava me paralizando. O medo é uma emoção inata a todos nós seres humanos. Temos mesmo de aprender a lidar com ele e saber domá-lo para que possamos enfrentar nossos desafios com sabedoria! Que possamos continuar juntas nesta linda jornada. Um beijo grande com carinho, Lara