Por que não tenho medo do autoconhecimento nem da autoajuda?

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A resposta é simples: porque me reconheço imperfeita. E, como boa imperfeita, desejo me conhecer melhor e buscar todas as ferramentas que me possam ajudar, a fim de evoluir. A partir desse reconhecimento, todos nós, imperfeitos, abrimos espaço para descobrir uma série de mecanismos internos — alguns conscientes, outros subconscientes — que nos permitem caminhar na direção do crescimento.

Não sejamos demasiado orgulhosos para admitir isso. Desculpem-me a sinceridade, mas me custa entender o “ultra-radical” preconceito que os supostos intelectuais alimentam contra tudo o que se denomina autoconhecimento e autoajuda. Superemos nossa ignorância (e deixemos de lado toda a arrogância daquele arzinho provocativo do comentário “ Não suporto livro de autoajuda. São todos recheados de obviedades”). Se soar melhor, há uma nova denominação: desenvolvimento humano.

[…]

Mas, afinal, não precisamos sempre — e cada vez mais — conhecermos a nós mesmos? E, a partir desse autoconhecimento, não deveríamos nos ajudar? Se não nos ajudarmos, vamos sempre depender da ajuda de outros, correto? De algum parente, amigo ou profissional que nos chame a atenção e nos mostre que talvez estejamos andando na direção errada.

E é aí que mora o problema: será que há tantos “outros” dispostos a verdadeiramente nos ajudar nesta nossa busca? E será que são os “outros” os mais legítimos e capazes agentes do nosso processo de transformação e evolução individual?

[sugiro uma pausa para a reflexão]

E, se você já leu até aqui, talvez não seja tão preconceituoso assim.

Se dependemos somente dessa “ajuda” externa, há forte indício de que também somos reféns dos estereótipos e dos comportamentos grupais homogeneizantes. Confiamos sempre (ainda que inconscientemente) nos padrões considerados “normais”. E tentamos neles nos enquadrar.

Passamos a aceitar ser apenas mais um na multidão (ou, como dizem meus conterrâneos, “mais um na boiada”). Prefiro acreditar que não queiramos continuar assim. Sejamos menos “normais”.
Investir em autoconhecimento e autoajuda é, por tudo isso, o maior presente que podemos nos dar. Quando vivemos a nossa essência podemos contribuir para um mundo mais equilibrado.

E, se ainda há quem precise de argumento de autoridade para entender que a arrogância nos afasta de quem verdadeiramente somos, sugiro que procurem os fundadores da autoajuda e do autoconhecimento. Eles estão nas estantes de Filosofia de todas as livrarias e bibliotecas. Depois dos autores da mitologia grega, talvez tenham sido eles (na história da civilização ocidental) os mestres dessas tão estigmatizadas áreas: Sócrates, Platão, Aristóteles, Kant, Nietzsche. Se preferir alguns do século XX, recomendo Bretrand Russell e Luc Ferry.

(ficou mais chique, “intelectualoide” e atrativo, assim?)
mascara teatro
Independentemente de que fonte de inspiração busquemos, o fato é que estamos mesmo precisando nos conhecer e nos ajudar. Nossa sociedade está doente. E a cura está dentro de cada um de nós.

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Sobre o Autor Ver Todos os Posts Website Autor

Lara Lobo

Sou, assim como vocês, uma buscadora! Curiosa, viajante, fotógrafa amadora e praticante de tudo o que traz equilíbrio à vida. Escritora por terapia, comunicadora por vocação, estudiosa por paixão. Engajada em conhecer-me cada vez mais e, assim, poder ajudar cada vez mais pessoas a também se conhecerem. Alguém que anseia partilhar caminhos, reflexões, jornadas e hábitos que conduzam a uma vida mais equilibrada. Diplomata e professora de Yoga por amor.