Somos imperfeitos…e ÚNICOS! Sejamos autênticos.

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Inquietações a partir da leitura do livro “A arte da imperfeição- Abandone a pessoa que você acha que deve ser e seja você mesmo”, de Brené Brown

Não tenho dúvidas de que todos nós, em algum momento, já paramos e nos pegamos refletindo acerca de como ter uma vida mais plena, com mais sentido, mais alinhada aos nossos valores e propósitos. Brené Brown também o fez. E ela decidiu compartilhar as conclusões às quais chegou em seu livro “ A arte da imperfeição”.

Aqui, eu divido com você inquietações que são minhas, que são dela e que talvez também sejam suas.

Somos imperfeitos. E daí? Quem disse que precisamos ser perfeitos?
Infelizmente, foi o que nos ensinaram desde pequenos. Ensinaram-nos a agradar e a não decepcionar os outros. Ensinaram-nos a atender a expectativas que não são nossas.

A sociedade do consumo exacerbado e do plágio de comportamentos “ideais” prega que precisamos ter os objetos das marcas X, Y e Z; ter o corpo do fulano; a pele da cicrana e o cabelo da Josefa. Para nos “encaixarmos” devemos ser bacanas, gostar de “sair pra tomar umas com os amigos”; fazer o exercício da moda, tomar shake de proteína….E, ainda por cima, é importantíssimo que saibamos de todas as fofocas políticas, a fim de não sermos taxados de “desinformados”.

Ao buscarmos nos encaixar em padrões que não fazem sentido pra nós e atender a expectativas que tampouco foram geradas em nossos corações, entramos na louca corrida por viver uma vida superficial e artificial. Na maior parte das vezes, de forma inconsciente, agimos para agradar alguém, para fazer nossos familiares sentirem orgulho de nossas conquistas, nossos amigos nos admirarem e nossos filhos terem “exemplos a seguir”.

Chegamos, muitas vezes, nesse ímpeto por alcançar metas que não são nossas, a sermos considerados “perfeccionistas”, como se ser perfeccionista fosse a melhor coisa do mundo.

Quando não vivemos a nossa verdadeira essência, tendemos a desempenhar, então, papeis, como se fossemos atores. Viramos personagens de uma história que não é a nossa. Esquecemos que devemos ser os protagonistas das nossas próprias vidas, segundo o roteiro estabelecido em nossos corações e em nossas almas (os quais muitas vezes desconhecemos).

Mas, afinal, se toda essa busca por se encaixar em padrões que não foram criados por nós mesmos nos faz tão mal, o que nos impede de sermos autênticos?

A resposta parece simples, mas não é. O que nos afasta da nossa verdadeira essência é o MEDO de sermos vulneráveis, de sermos imperfeitos (como todos somos).

O exercício que nos resta, então, é o de olhar pra dentro, numa viagem sincera a nossa alma, e, despidos de qualquer preconceito, ter a coragem de assumir a nossa essência. Ao mergulhar nessa introspecção, devemos valorizar nossas virtudes, valorizar a beleza da nossa trajetória, das nossas experiências, dos nossos erros e acertos, e, simplesmente, ter compaixão pelo que somos, mesmo com todos os nossos defeitos.

Reconhecer e aceitar essas imperfeições não significa, porém, que não possamos (e devamos) nos exercitar para evoluir sempre. O caminho da autenticidade nada tem a ver com autocomplacência.
Precisamos mesmo é viver com todo o nosso coração. Viver inteiramente e buscar estar em sintonia com todos os demais imperfeitos.

E quais são alguns dos segredos das pessoas que vivem autenticamente com todas as suas imperfeições?

1. Elas aceitam que o melhor caminho é somente serem elas mesmas;
2. Elas se amam acima de tudo;
3. Elas são resilientes. Não tem medo de errar, falhar e tentar outra vez;
4. Elas são alegres e gratas;
5. Elas confiam na intuição e alimentam a fé;
6. Elas alimentam a criatividade nata de todos os seres humanos;
7. Elas se divertem e se permitem descansar;
8. Elas procuram viver em paz;
9. Elas procuram fazer um trabalho significativo;
10. Elas cantam, dançam e dão risada;

Então, que tal sermos mais autênticos? Acho que é disso que o mundo está precisando.

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Sobre o Autor Ver Todos os Posts Website Autor

Lara Lobo

Sou, assim como vocês, uma buscadora! Curiosa, viajante, fotógrafa amadora e praticante de tudo o que traz equilíbrio à vida. Escritora por terapia, comunicadora por vocação, estudiosa por paixão. Engajada em conhecer-me cada vez mais e, assim, poder ajudar cada vez mais pessoas a também se conhecerem. Alguém que anseia partilhar caminhos, reflexões, jornadas e hábitos que conduzam a uma vida mais equilibrada. Diplomata e professora de Yoga por amor.

  • Tarcilla Nogueira

    Texto muito bom. Me identifiquei, anotei a dica do livro e anotei os segredos! Próximo passo será tentar praticar!

  • Adriana

    Muito bom o texto!
    Gosto muito da palavra Compaixão e sempre a uso no meu dia a dia, principalmente com relação às outras pessoas. Estou aprendendo a te-la por mim também. É um processo.